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Fortuna Oriental

A origem dos doze animais do zodíaco: por que o rato chegou primeiro

Rato, boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, cabra, macaco, galo, cão, porco. Qualquer pessoa da Ásia Oriental já memorizou ao menos uma vez esta ordem de doze animais; chamamo-la de doze ramos terrestres, ou os animais do zodíaco. Mas por que estes animais, e por que o menor, o rato, fica bem na frente? Aqui jaz um afetuoso conto antigo transmitido ao longo das eras.

Segundo a lenda, há muito tempo o Senhor do Céu disse aos animais: "Numa manhã marcada, atravessem o rio e cheguem até mim; nomearei os doze anos na ordem em que chegarem". O diligente boi partiu antes de todos. Mas o astuto rato subiu às escondidas no dorso do boi para atravessar o rio e, logo antes da linha de chegada, saltou e tomou o primeiro lugar. O boi, que avançara em silêncio, ficou em segundo; o bravo tigre, em terceiro. O coelho atravessou saltando as pedras e foi quarto; o dragão, que chegou sobre uma nuvem, atrasou-se espalhando chuva e foi quinto. A serpente, o cavalo, a cabra, o macaco, o galo e o cão chegaram por vez, e o tranquilo porco entrou por último de todos, tornando-se o décimo segundo.

É claro que isto não é um registro de fatos, mas um conto simbólico comparado à natureza de cada animal. A esperteza do rato, a sinceridade do boi, a coragem do tigre, a agilidade do coelho: cada um dos doze animais encerra uma faceta de um temperamento que uma pessoa poderia carregar. Assim, conhecer o seu animal do zodíaco torna-se um espelho gentil para olhar, através desse animal, uma veia dentro de você.

Diz-se que cada um dos doze animais carrega o seu próprio caráter. O rato é esperto e diligente; o boi, firme e perseverante; o tigre, digno e bravo. O coelho é suave e delicado; o dragão, cheio de brio e ímpeto; a serpente, marcada por uma profunda perspicácia. O cavalo é livre e ativo; a cabra, calorosa e artística; o macaco, esperto e cheio de talento. O galo é laborioso e meticuloso; o cão, leal e fiel; o porco, generoso e abençoado com fartura. O signo animal também se emparelha com um Tronco Celeste (jia, yi, bing, ding, etc.), de modo que a mesma combinação retorna a cada sessenta anos, razão pela qual um ano pode ser chamado por cor e animal juntos, como "o ano do Dragão Azul". Contudo, tais leituras do caráter não pretendem trancar as pessoas em doze caixas, mas antes falar com carinho de uma veia comum e folgada partilhada por quem nasce no mesmo ano.

Os doze ramos são mais do que uma lista de doze animais; são o próprio sistema de tempo da Ásia Oriental. Não só um ano é chamado por um dos doze animais, mas o dia era dividido em doze horas duplas —da hora do rato (23h à 1h) à hora do porco—, cada uma atribuída a um animal, e os doze ramos eram associados também a direções e meses. Os antigos liam a energia do ano e da hora de nascimento por meio destes doze caracteres, fazendo deles o alicerce do saju e da fortuna por animal do zodíaco.

Que ainda sintamos carinho a cada ano novo ao dizer "este é o ano de tal animal" deve-se a que este velho conto continua vivo ao nosso lado. O conteúdo de animais do zodíaco da FortuneLeaf também é oferecido com este espírito: transmitir o simbolismo dos doze animais não como um destino fixo, mas como um conto para olhar o ano e você mesmo com mais calor. Que conto o seu animal do zodíaco poderia estar lhe contando hoje?

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Este conteúdo é de entretenimento e autorreflexão baseado na tradição e no simbolismo, não um fato científico.