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História e curiosidades

Astrologia — História e curiosidades

As raízes da astrologia zodiacal remontam cerca de quatro mil anos à Mesopotâmia. Os sacerdotes da Babilônia observavam o céu noturno com precisão, dividiram o caminho do Sol —a eclíptica— em doze regiões e liam os movimentos de planetas e estrelas como sinais do céu que anunciavam a fortuna de reis e nações. A primeira astrologia foi, pois, um grande saber que adivinhava o destino do Estado mais do que a fortuna de um indivíduo.

Ao passar esse conhecimento à antiga Grécia, a astrologia deu uma grande virada. Os gregos vestiram os planetas com os nomes e caracteres de deuses como Zeus e Afrodite (que em Roma se firmaram em Júpiter, Vênus e outros) e estabeleceram o método atual de ler o caráter e o destino de uma pessoa pelo horóscopo, um mapa do céu no momento do nascimento. O "Tetrabiblos", escrito pelo astrônomo do século II Ptolomeu, compendiou essa teoria e serviu de livro-texto da astrologia ocidental por mais de mil anos.

Na Idade Média a astrologia floresceu no mundo islâmico. Os eruditos árabes preservaram com esmero o legado grego e acrescentaram métodos de cálculo mais refinados, e esse saber voltou à Europa para se tornar uma disciplina respeitável ensinada nas universidades. Curiosamente, astrologia e astronomia eram então um só corpo, pois calcular com exatidão a posição dos planetas não se distinguia de lançar uma fortuna. Até um grande astrônomo como Kepler praticava também a astrologia.

As duas separaram-se apenas após a Revolução Científica do século XVII. Com o avanço do telescópio e da física, a astronomia tomou o caminho de uma ciência de medição e verificação, e a astrologia o de uma linguagem de símbolo e sentido. A astrologia, que pareceu apagar-se por um tempo, teve um renascer inesperado no século XX. Nos anos trinta um jornal britânico começou a publicar uma coluna do signo solar de uma celebridade, e os horóscopos do signo solar difundiram-se na cultura popular; por outro lado, sob a influência do psicólogo Jung, cresceu ao seu lado uma corrente mais profunda, a astrologia psicológica, que explora o caráter e a vida interior.

Hoje a astrologia é mais familiar do que nunca, sobretudo para as gerações jovens. Apps que calculam automaticamente mapas natais complexos, alertas diários de horóscopo, memes do zodíaco e o seu uso como "outra linguagem para entender as pessoas" misturam-se num novo apogeu. Separada da ciência há tempos, a astrologia continua a ser um velho espelho no qual medimos o nosso lugar sob o vasto céu e refletimos com doçura o nosso temperamento inato e as correntes que encontraremos. A astrologia brilha mais quando você vê as estrelas não como algo que o obriga, mas como uma ocasião para olhar para dentro.

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Este conteúdo é de entretenimento e autorreflexão baseado na tradição e no simbolismo, não um fato científico.