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2026. 05. 28.

Porque buscamos a sorte no Ano Novo — costumes de sorte de Ano Novo pelo mundo

#VidaeSorte

Quando um ano se apaga e outro amanhece, até quem costuma ser indiferente à sorte sente o coração inclinar-se em silêncio para «como correrá este ano?». Uma página em branco do novo calendário desperta, mais que tudo, o desejo de saber o que espera. Curiosamente, as culturas de todo o mundo têm cada uma os seus afetuosos costumes para receber o ano novo com fortuna e sorte.

Demos um breve percurso pelo ano novo do mundo. Na Ásia oriental, as pessoas leem uma fortuna do ano, adivinham o ano pelo primeiro sonho do ano novo e apreciam o primeiro visitante do ano. No Ocidente, as pessoas escrevem resoluções de ano novo, e a Escócia tem o «first-footing», o costume de que o primeiro visitante do ano traz sorte pela porta. Em Espanha, as pessoas comem doze uvas às badaladas da meia-noite, uma por cada um dos doze meses; em Itália, comem lentilhas para desejar abundância. Tocar sinos, e limpar a casa para varrer o pó e a energia do ano velho, também são comuns em muitos lugares. As formas diferem, mas o coração de «cruzar o limiar com esperança» é o mesmo em toda a parte.

Porque, então, o ano novo, de entre todos os momentos, nos atrai tanto para a sorte? Há um veio do coração a que poderias chamar o «efeito do novo começo». Uma só data limpa dá-nos motivos para largar o passado e reunir de novo a nossa resolução. E os rituais de ano novo vestem a esperança vaga com uma forma clara e atam-nos, família e vizinhos por igual, num mesmo lugar. Uma resolução que ficaria nebulosa sustentada a sós torna-se muito mais firme dentro de um costume mantido em comum.

Há algo que convém dizer com honestidade. Estes costumes não fixam o ano como uma máquina. Doze uvas não garantem a fortuna de doze meses. O seu verdadeiro presente está na «reflexão, na resolução e na união» que os costumes criam. Uma resolução de ano novo funciona, também, não por magia, mas porque reúne a mente num só lugar. Os rituais diferem de cultura para cultura, mas o desejo humano —«começar bem»— é o mesmo em toda a parte.

Por isso, seja qual for o costume de ano novo que guardes, que seja uma pausa para fixar uma intenção amável para o ano. Sustida com esse espírito, uma fortuna do ano também se torna não um anúncio de um futuro fixo, mas um espelho que ilumina um novo começo. Como costuma ser a adivinhação, isto é oferecido não como um destino fixo, mas como um pequeno prazer para abrir o ano com ternura.

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Este conteúdo é de entretenimento e autorreflexão baseado na tradição e no simbolismo, não um fato científico.