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Vida e Sorte

Porque buscamos a sorte no Ano Novo — costumes de sorte de Ano Novo pelo mundo

Quando um ano se apaga e outro amanhece, até quem costuma ser indiferente à sorte sente o coração inclinar-se em silêncio para «como correrá este ano?». Uma página em branco do novo calendário desperta, mais que tudo, o desejo de saber o que espera. Curiosamente, as culturas de todo o mundo têm cada uma os seus afetuosos costumes para receber o ano novo com fortuna e sorte.

Demos um breve percurso pelo ano novo do mundo. Na Ásia oriental, as pessoas leem uma fortuna do ano, adivinham o ano pelo primeiro sonho do ano novo e apreciam o primeiro visitante do ano. No Ocidente, as pessoas escrevem resoluções de ano novo, e a Escócia tem o «first-footing», o costume de que o primeiro visitante do ano traz sorte pela porta. Em Espanha, as pessoas comem doze uvas às badaladas da meia-noite, uma por cada um dos doze meses; em Itália, comem lentilhas para desejar abundância. Tocar sinos, e limpar a casa para varrer o pó e a energia do ano velho, também são comuns em muitos lugares. As formas diferem, mas o coração de «cruzar o limiar com esperança» é o mesmo em toda a parte.

Porque, então, o ano novo, de entre todos os momentos, nos atrai tanto para a sorte? Há um veio do coração a que poderias chamar o «efeito do novo começo». Uma só data limpa dá-nos motivos para largar o passado e reunir de novo a nossa resolução. E os rituais de ano novo vestem a esperança vaga com uma forma clara e atam-nos, família e vizinhos por igual, num mesmo lugar. Uma resolução que ficaria nebulosa sustentada a sós torna-se muito mais firme dentro de um costume mantido em comum.

Há algo que convém dizer com honestidade. Estes costumes não fixam o ano como uma máquina. Doze uvas não garantem a fortuna de doze meses. O seu verdadeiro presente está na «reflexão, na resolução e na união» que os costumes criam. Uma resolução de ano novo funciona, também, não por magia, mas porque reúne a mente num só lugar. Os rituais diferem de cultura para cultura, mas o desejo humano —«começar bem»— é o mesmo em toda a parte.

Por isso, seja qual for o costume de ano novo que guardes, que seja uma pausa para fixar uma intenção amável para o ano. Sustida com esse espírito, uma fortuna do ano também se torna não um anúncio de um futuro fixo, mas um espelho que ilumina um novo começo. Como sempre na FortuneLeaf, isto é oferecido não como um destino fixo, mas como um pequeno prazer para abrir o ano com ternura.

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Este conteúdo é de entretenimento e autorreflexão baseado na tradição e no simbolismo, não um fato científico.