A quiromancia lê a mão como um pequeno mapa de uma vida. As linhas, os montes (as almofadas de carne) e a forma da mão são tomados como reflexo das tendências do caráter e do temperamento. Entre as incontáveis marcas de uma palma, o ponto de partida de um iniciante costuma ser três ou quatro linhas maiores. Algo a ter presente desde o início: a quiromancia reflete tendências e não um destino fixo, e as próprias linhas mudam um pouco com os anos.
A linha do coração cruza a parte alta da palma, logo abaixo dos dedos, e fala de amor, emoção e relacionamentos. Uma linha longa e de curva suave é lida como uma veia calorosa e expressiva; uma curta e reta, como uma veia mais reservada e serena. A linha da cabeça cruza por baixo e fala de como você pensa e aprende. Uma linha longa sugere minúcia e pensamento profundo; uma curta, decisão rápida; uma curva pende ao criativo, uma reta ao prático.
A linha da vida contorna a base do polegar e fala da vitalidade, da energia vital e das grandes mudanças. Ao contrário de um mito comum, ela não mede a duração da sua vida. Profunda e clara é lida como energia robusta; tênue, como uma veia delicada e sensível. A linha do destino sobe vertical pelo centro da palma e não está em toda mão; fala do trabalho e do rumo da vida, e da sensação de um caminho que guia.
A destreza da leitura está em ver o conjunto. Compare ambas as mãos —a dominante para como as coisas estão agora, a outra para o potencial inato—, leia as linhas juntas e não uma isolada, e pondere a nuance que os montes sob os dedos e a forma geral da mão acrescentam. A mão é lida como uma só imagem.
Vista assim, a quiromancia é um espelho de tendências e não uma sentença, pois as linhas mudam à medida que você cresce. Como sempre na FortuneLeaf, é oferecida para a reflexão e não como um destino: uma maneira, através da veia escrita na sua palma, de olhar o seu próprio caráter e a sua corrente com um pouco mais de gentileza.