No saju, os Quatro Pilares do Destino, o seu ano, mês, dia e hora de nascimento erguem-se como quatro pilares, e cada pilar carrega um tronco celeste acima e um ramo terrestre abaixo. Entre estes oito caracteres, um ergue-se bem no centro e significa você mesmo: o tronco celeste do pilar do dia, chamado o Mestre do Dia. Todo o resto na carta —os outros troncos e ramos— é lido como uma relação com este único ponto. Por isso, antes de tudo, conhecer o seu Mestre do Dia é conhecer a lente com que toda a sua carta é lida.
Há dez Mestres do Dia, formados ao dividir as cinco energias —Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água— em yin e yang. A Madeira yang é imaginada como uma grande árvore ereta, a Madeira yin como uma trepadeira ou flor que sobe e se curva para se adaptar. O Fogo yang é o sol que brilha sobre todos sem distinção, o Fogo yin a chama quente e concentrada de uma vela. A Terra yang é a ampla montanha, a Terra yin o campo macio que nutre; o Metal yang é o minério bruto e a lâmina, o Metal yin a joia polida. A Água yang é o grande rio e o mar, a Água yin a chuva suave e a nascente. Estas imagens não são literais, mas insinuam como cada Mestre do Dia tende a mover-se pelo mundo.
Uma leitura não para apenas no Mestre do Dia. A pergunta tradicional seguinte é se ele está forte ou fraco: se o resto da carta o sustenta e alimenta, ou o esgota e o domina. Um Mestre do Dia bem sustentado pode gastar a sua força para fora; um fraco é ajudado pelas energias que o reforçam. Esse equilíbrio é o que o saju procura ler, e os Dez Deuses —as categorias que ordenam a riqueza, o trabalho, os relacionamentos e mais— definem-se todos por como cada energia se relaciona com este centro único.
Assim, o Mestre do Dia é menos um veredicto do que um ponto de partida: o centro quieto a partir do qual todo o quadro é lido. Conhecer o seu é um modo sereno de perguntar qual é o seu elemento natural, do que ele precisa para encontrar o equilíbrio e para onde a sua energia já flui. Como tudo no FortuneLeaf, é oferecido para a reflexão e não como um destino fixo: um espelho que o ajuda a encontrar-se com um pouco mais de clareza, não uma sentença que decide os seus dias.