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Fortuna Oriental

O que é o saju — a estrutura básica dos quatro pilares e dos oito caracteres

Na fortuna oriental ouves muitas vezes a palavra «saju». Saju significa literalmente «quatro pilares», e a expressão que costuma acompanhá-la, saju-palja, significa «os oito caracteres contidos nos quatro pilares». O nome soa complexo, mas a sua estrutura é surpreendentemente asseada. Hoje, em vez da interpretação, olhemos com calma só essa «estrutura básica».

Os quatro pilares vêm do teu «ano, mês, dia e hora» de nascimento. O ano em que nasceste é um pilar, o mês um, o dia um, a hora um: daí os quatro pilares. E cada pilar compõe-se de dois caracteres, superior e inferior. O superior chama-se tronco celeste, o inferior ramo terrestre; com dois caracteres em cada um dos quatro pilares, há oito caracteres no total: o «palja». Os ramos inferiores são os doze animais que conhecemos bem dos signos do ano (rato, boi, tigre…), e os troncos superiores são dez caracteres: os cinco elementos emparelhados com o yin e o yang.

Cada pilar é tradicionalmente visto como reflexo de uma área distinta da vida. Em traços largos, o pilar do ano mostra as raízes e a ascendência, a infância e o chão social de cada um; o pilar do mês, os pais e o ambiente, o trabalho e o palco social; o pilar do dia, «o eu» e o cônjuge; o pilar da hora, os filhos e a velhice, e os anseios do coração interior. Em particular, o caráter superior do pilar do dia —o «senhor do dia»— é o ponto central que representa «ti» no saju, e os outros sete caracteres leem-se na sua relação com este senhor do dia.

E o que se vê com estes oito caracteres? O saju lê o «equilíbrio» de como se tecem os cinco elementos contidos nos oito caracteres: onde sobram e onde faltam. Encontrar o caráter que preenche uma energia em falta é o próprio «yongsin» tratado noutro lugar, e os nomes dados às relações entre os caracteres são os «dez deuses» (sipsin). Por isso o saju-palja não é um punhado de presságios soltos, mas uma só imagem intrincada em que os oito caracteres se engrenam entre si.

Há, no entanto, algo que convém dizer com honestidade. O saju não é uma ciência que prove uma causa, mas uma «tradição de interpretação» que calibrou o temperamento de uma pessoa e o veio de uma vida tomando emprestado o momento do nascimento. Até os mesmos oito caracteres dão leituras distintas conforme a perspetiva. Vale também recordá-lo como uma herança cultural longamente partilhada pela Ásia oriental. Como sempre na FortuneLeaf, isto é oferecido não como um destino fixo, mas como uma peça de reflexão para te olhares por dentro com mais profundidade.

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Este conteúdo é de entretenimento e autorreflexão baseado na tradição e no simbolismo, não um fato científico.