Imagina, percorrendo o teu corpo do alto da cabeça até à base da coluna, sete pequenas lâmpadas dispostas em linha vertical. «Chakra», que provém de uma antiga tradição indiana, significa originalmente «roda» ou «círculo», e aponta para sete lugares que simbolizam diferentes matizes do corpo e da mente. Esclareçamos algo primeiro: um chakra não é um diagnóstico nem um tratamento médico, mas uma antiga linguagem de símbolos que te ajuda a refletir sobre que parte de ti merece a tua atenção agora mesmo.
Olhemos as sete lâmpadas, subindo de baixo. Na base da coluna, o chakra raiz (Muladhara) é «estabilidade e segurança»: o alicerce da vida sobre a qual te sustentas. Acima, o chakra sacro (Svadhisthana) é «emoção e criação», prazer e um coração que flui. No plexo solar, o chakra (Manipura) é «confiança e vontade», a força que te impulsiona para a frente. No centro do peito, o chakra do coração (Anahata) é «amor e compaixão»: a bondade que te une aos outros.
As três lâmpadas superiores levam um matiz mais claro. Na garganta, o chakra da garganta (Vishuddha) é «expressão e verdade», a coragem de dar voz às tuas próprias palavras. No meio da testa, o chakra do terceiro olho (Ajna) é «intuição e perspicácia», o olho que vê para lá das superfícies. No alto da cabeça, o chakra coroa (Sahasrara) é «conexão e a imagem maior», o lugar que te une a algo mais amplo do que tu. Convém ver estes sete não como bons ou maus, mas como matizes da vida que cada um precisa de cuidado.
Usar os chakras para o coração é humilde. Se algum lugar te pesa hoje especialmente —digamos que sentes a garganta apertada porque há muito que deixaste por dizer— pousa o olhar um pouco nesse matiz, toma algumas respirações lentas e pergunta: «o que desejo expressar agora?». Com isso basta. Mas não te esqueças: um chakra não é uma cura para uma doença do corpo nem para uma grande dificuldade da mente. Quando estiveres mesmo doente ou a passar por dificuldades, deves procurar a ajuda de um médico ou de um profissional. E se alguém te assusta —«o teu chakra está bloqueado, virá um desastre»— e te vende um remédio caro, isso está muito longe do verdadeiro sentido desta antiga sabedoria. Como sempre, a FortuneLeaf não oferece um destino fixo, mas uma única peça de reflexão que te deixa olhar para dentro, pois as sete lâmpadas não são uma vara que te mede, mas um mapa amável que mostra onde, dentro de ti, oferecer bondade hoje.