No saju (os quatro pilares), «dohwasal» (桃花殺), a estrela da flor de pêssego, significa o encanto e a popularidade que atraem as pessoas tão luminosamente como uma flor de pêssego. Quando um dos caracteres contados como «flor de pêssego» entre os doze ramos terrestres — Ja, O, Myo, Yu (子午卯酉) — se situa no mapa, diz-se que esta energia está presente. De quem tem dohwasal diz-se que tem uma vivacidade na expressão e na fala, que se aproxima depressa mesmo de recém-conhecidos, e que reúne os olhares dos outros com uma atração peculiar.
Mas há algo que deve ser abordado. Em tempos antigos este dohwasal era muitas vezes posto, sobretudo sobre as mulheres, como um defeito ou um temperamento impuro, apontado como «enfeitiçar as pessoas» ou «um coração errante». Contudo, isto não era mais que um velho preconceito que tratava o encanto de uma pessoa como um pecado; não há nada de errado no encanto em si. A FortuneLeaf não faz do magnetismo inato de ninguém uma mancha nem algo a culpar.
Visto com os olhos de hoje, o dohwasal é antes um dom precioso. O calor que põe as pessoas à vontade e ilumina uma sala, a sensibilidade artística que exprime o sentimento com riqueza, a presença que brilha num palco ou perante outros: tudo isto é o matiz da flor de pêssego. Em trabalhos que lidam com as pessoas e a expressão — ator, cantor, designer, orador, conselheiro — esta energia torna-se um grande trunfo. Em suma, o dohwasal é «o poder de atrair as pessoas», e onde usas esse poder é inteiramente teu.
Por isso, mesmo que ouças que a flor de pêssego está no teu mapa, não há razão alguma para temer nem te envergonhar. Antes, quando enches esse encanto de ternura e sinceridade, o poder de atrair as pessoas torna-se o poder de lhes dar vida. Como a FortuneLeaf sempre faz, o que o dohwasal oferece não é uma marca que define ou culpa alguém, mas uma reflexão suave sobre como usar com bondade o encanto que levas dentro, pois uma luz que atrai as pessoas não é um defeito, mas um terno dom para partilhar calor com o mundo.