No saju, a fortuna amorosa lê-se muitas vezes através de dois lugares: a «estrela do cônjuge» e o «palácio do cônjuge». A estrela do cônjuge é a energia que simboliza o laço de par no mapa (tradicionalmente lida como a estrela do oficial ou a estrela da riqueza conforme o género), e o palácio do cônjuge é a rama do dia — o assento do laço situado mais perto de ti. Examinando como estes lugares se situam e harmonizam, percebe-se o matiz pelo qual uma pessoa se encontra com o amor.
Tradicionalmente, quando a estrela do cônjuge era clara e estável, um laço lia-se como fluindo com suavidade, e quando havia muitas energias em choque, a relação lia-se com altos e baixos. Hoje, porém, tais leituras não se tomam no seu velho quadro atado ao género, mas aplicam-se com flexibilidade a qualquer um: leem-se como um matiz que reflete o modo como exprimes o amor, se te atrai a estabilidade ou a emoção, e os hábitos que repetes sem saber nos laços próximos.
Há algo a lembrar. A fortuna amorosa não é de modo algum uma profecia que fixe «se triunfarei ou fracassarei no amor». Está mais perto de um espelho que reflete como dás e recebes amor: se abres o coração com facilidade ou com cautela, se te entregas ou queres liberdade. Conhecer este matiz dá-te uma pista para aproveitar as tuas forças e remendar com ternura os hábitos saudosos que se repetem nas relações.
Por isso não há razão alguma para te desanimares dizendo «não tenho sorte no amor» porque a fortuna amorosa sai fraca. Seja qual for o mapa, o amor cresce pela devoção e pela conversa que duas pessoas inclinam uma para a outra. Como a FortuneLeaf sempre faz, o que a fortuna amorosa oferece não é um boletim que classifica um laço como aprovado ou reprovado, mas uma reflexão suave que te deixa olhar-te com ternura em como te encontras com o amor, pois a melhor fortuna amorosa não floresce de uma estrela com que nasceste, mas do coração de hoje que aprecia quem está ao teu lado.